quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A Bomba

Já dizia minha avó, "Mente vazia é oficina do Cão!", bem, esse ditado não deixa de ser verdade...
Ontem, em mais um dia de desocupação, eu fiquei curioso e resolvi abrir uma bateria 9V, só pra ver o que tinha dentro, foi o inicio do fim, o fio da navalha, a pecinha do dominó, o caminho da perdição, o... ah, vocês já entenderam!
Comecei entortando a parte inferior dela, e depois de muito trabalho, conseguí extrair o primeiro selo (do Apocalípse), quando me deparo com outro selinho, protegido por um plástico azul em sua borda...
tudo me indicava que seria melhor eu parar por alí, mas esse tipo de coisa não me convence, não me assusta, só faz eu querer continuar, e lá fui eu...
Continuei a busca insana rasgando aquela misteriosa proteção plástica azul, podendo assim extrair o outro cadeado da caixa de Pandora (eu amo metáforas hahahaha), e me deparando com 6 cápsulas misteriosas, envolvidas pelo plástico azul que selava a capinha e ligadas entre sí por pequenos adesivos metálicos...
Essas cápsulas são firmemente fixadas, outro aviso pra parar por ali (e manter minha integridade física), mas eu não desistiria tão facilmente, e como dito eu não desisti, fechei a caixinha do botão vermelho do Silvio Santos e gritei "Não topo!" (minhas metáforas estão passando da validade)...
As tais cápsulas não queriam sair nem fudendo, então peguei meu poderoso alicate forjado por anões, destinado a ser manuseado por mim na batalha final contra os malditos gigantes do Ragnarok, ergui ele aos céus e um trovão se ouviu ao longe! Comecei a apertar a lateral da bateria, fazendo ela ganhar uma forma cilíndrica e facilitando a saída das cápsulas...
Depois de rasgar a lateral do invólucro azul, foi possível puxar as cápsulas pra fora da capa mais grossa. Depois disso, eu separei uma das cápsulas, reparei que havia outra capinha plástica de cor bege, bem fininha, protegendo o pequeno cilindro, e reparei que ele estava com um rasguinho, outro maldito aviso divino, "Poupe a Humanidade de tal calamidade!", mas eu já tinha ido até ali, não desistiria por nada!...
Agora eu tinha a obrigação de abrir aquela porra de qualquer jeito. Coloquei a cápsula na parte cortante do alicate e comecei a aplicar força gradualmente. O foderoso alicate estava rangendo, a cápsula estava cedendo á força do santo alicate, o sangue fluia com vigor por cada veia da minha mão, os músculos nunca se sentiram tão rijos, os olhos arregalados, o suor escorrendo pela testa, os dentes cerrados de fúria, quando não mais que de repente:

TENTE EM CASA!

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